Quarta-feira, Junho 03, 2009

Medo e Ódio 

Excerto do blog de um grande, grande amigo, que me parece bem publicar:
http://xslave.blogspot.com/
Não gosto de espelhos: "Se me visse bonito ficaria com medo de perder a beleza; e se me visse feio ficaria com ódio às coisas belas. Assim, nao tenho medo nem ódio."

Saia Curta 

Ontem vi uma gaija com uma saia tão curta, tão curta, tão curta... que provavelmente chegou a casa e guardou-a no carrinho de linhas.

Quarta-feira, Maio 27, 2009

Ou é da Primavera... 

Ou é da Primavera, ou este blog ultimamente aproxima-se bastante de um Livro de Visitas de um bordel.

Secção Ontem Dormi II 

Ontem dormi com uma gaija que me perguntou: "com quantas mulheres já dormiste?". Respondi: "Só contigo, querida, com as outras estive sempre acordado."

Secção Ontem Dormi I 

Ontem dormi com uma gaija tão vaca, tão vaca, tão vaca, que em determinado momento em que estava quase a dormir e para me manter acordado porque estava a ver a bola, lhe disse "bate-me", ela perguntou: "onde, o quê, uma punheta?".

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Trabalho 

Tenho tanta vontade de trabalhar hoje, como de pegar em pintelhos encardidos colados ao fundo de um urinol imundo de uma discoteca repleta qualquer.

A respeito de a vida ser uma merda 

Um gaijo pode até distrair-se a fazer coisas engraçadas e até arbitrariamente profundas.
Pode até ter uma vida dita normal e tratar bem os pais, ser amigos dos amigos, cultivar relacionamentos profundos e até adorar a namorada.
Pode até ter uma vida profissional estável, e tentar incutir-se de valores mórbidos vulgarmente apelidados de carreira.
Pode até preocupar-se com o futuro do país e do mundo, e indignar-se com o estado de algumas coisas que nos rodeiam.
O que um gaijo não consegue mesmo, é enganar-se a si próprio. E deixar de se convencer que por muito que leve a sério esta merda toda, tudo não passa de espuma. E que, bem lá no fundo, um dia, tudo vai acabar numa praia qualquer como nada.
E que um dia, não importa quão bem trataste as pessoas à tua volta, quanto dinheiro ganhaste, ou quão recordado vais ser, vais acabar entre seis tabuinhas singelas, de pinheiro ou de cerejeira, seis tábuas a sete palmos do chão, a servir de repasto a vermes.

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

Gosto de ti, pá!!! 

Eu poderia estar aqui em monólogo infindo a debater as coisas todas que gosto em ti.

Ou em alternativa, discorrer longamente sobre as que francamente detesto...

Mas a verdade é que isso seria racionalizar algo de bastante mais sério que um mero deve ou haver… Isso seria acreditar em definitivo que a vida são contas de matemática ou balanças de pesos e medidas com prós e contras, objectivos concretos sem surpresas ou desvairos…

A verdade é que não sei simplesmente explicar porque te adoro... talvez porque me fazes bem, ou porque me fazes sorrir… ou porque gosto de te ver a debateres-te com coisinhas de nada como se fossem o fim do mundo, o teu ar de eterna criança com que olhas à tua volta, o céu, ou para as estrelas… sei lá!

Também te garanto que não quero saber porque gosto… a vida já é feita de demasiadas decisões e escolhas e não quero que tu sejas mais uma. Quero gostar de ti porque és única e tão especial, apenas porque sinto que sim, que está certo, porque gosto de estar a teu lado em cada momento, ver-te ou ouvir-te seja a respirares ou a inspirares-me, como se não fosse nada, natural, casual, como sempre.

E agora que sei que vou fazer sobraçar uma lágrima em cada gaija que ler isto, que vou ter as tuas amigas todas à perna só porque tens a sorte de ter um namorado que escreve lindamente e mais romântico do que sequer pudessem imaginar que fosse possível, agora que os Shakespeares todos deste mundo e do próximo dão voltas nas respectivas campas de intensa frustração por não terem escrito num momento inspirado estes parágrafos que agora te dedico, vou agora por isto no Hi5 só porque sempre sonhei escrever uma obra de arte com essa palavra envolvida e porque por uma vez me apetece espantar os teus pretensos pretendentes sem ser à porrada.

Sexta-feira, Junho 06, 2008

Os Adultos 

Há uma cena neste estranho mundo dos adultos, que me faz uma impressão extraordinária. É o facto de não haver uma cerimónia mais ou menos formal de ingresso nesse grupo.
O que acontece, é que vamos crescendo, e nesse processo coisas relativamente importantes vão ocorrendo, tipo fazemos o sexo, entramos na universidade, atingimos a maioridade, encetamos relacionamentos, formamo-nos, começamos a trabalhar, somos promovidos, apaixonamo-nos, mudamos de emprego, visitamos países vários, cultivamos amizades profundas, e apesar do fantástico que é passar por cada uma dessas fases, em momento algum há uma cerimónia oficial em que se possa dizer: "Ah, agora és adulto!".
E o que se passa, é que eu, que nunca recebi o manual de instruções para a vida adulta, continuo a ter dificuldades em gerir algumas situações de forma madura.
E vários anos após a maioridade, mesmo com responsabilidades ou a tomar decisões, a dominar o andamento de reuniões que mudam coisas, a fazer planos de longo prazo, ou mesmo a tomar decisões que mudam a vida de algumas pessoas, ainda continuo a achar que sou um miúdo a brincar aos adultos, como quando éramos crianças e vestíamos fatos entre amigos e fingíamos o ar afectado e sério dos adultos patetas que nos rodeavam.
E ainda hoje por várias vezes, quando me apercebo que a minha vida tem impacto afectivo e efectivo na de algumas outras, quando ouço a minha voz em alguns momentos, a minha voz que muda algumas vidas, aterrorizo-me com a ideia de que eventualmente possa aquela brincadeira de crianças ter terminado e agora ser a sério.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Please die in pain and agony 

Estava aqui a pensar em como toda a gente se preocupa apenas com o sofrimento físico.

Ontem um meia-leca com um canivete tentou assaltar-me. Ora se há coisa que gosto no mundo a seguir a sexo, é de rentabilizar investimentos. Ansiava portanto, desde há bastante tempo, pela oportunidade em que aquelas aulas todas de Muai Thay nas quais paguei para ser espancado se tornassem lucrativas. Assim sendo, parti-lhe as ventas.

Claro que como nunca tinha sido assaltado e gostei, tive de partilhar com as pessoas mais próximas a sensação, não vá um homem ser um psicótico consumado e ignorá-lo.

Ora qual não é o meu espanto quando essas pessoas, em vez de me vangloriarem por ter contribuído para a diminuição do crime na capital do ex-império, e claramente do ego de um criminoso pela forma como fugiu, me vilipendiam por ter oferecido resistência "porque me podia magoar" – imagine-se.

Pressupõe isto portanto que as pessoas em geral acham que muito mais importante que um homem se aleije, que ficar com o ego de macho profundamente danificado por ter sido assaltado por um pintelho parasita da sociedade.

Parti-lhe as ventas porque me pareceu o correcto a fazer. Aliás, se por acaso o imbecil me rasgasse o meu fato novo lindo enquanto me brandia o canivete de forma desajeitada provavelmente essa besta estaria agora afogada no próprio sangue.

Isto, claro, porque homem que é homem, é assaltado 20 vezes num dia espanca-os a todos, vai para casa, beija os filhos, faz o sexo 7 vezes e vai dormir, com a mesma tranquilidade com que estaria se tivesse passado o dia sentado no sofá dividido por entre latas de cerveja e reposições dos jogos da segunda divisão da época de 94/95 na RTP Memória.

Ah! E espero que morra de 20 venéreas putrefactas.

Terça-feira, Maio 06, 2008

Os Beijos Não Dados 

Cheguei hoje de Praga, uma visita de alguns dias à de longe mais bonita cidade que alguma vez visitei.

A Republica Checa está absolutamente repleta de gaijas lindas e simpáticas, de olhos azuis mas pouco boas, fazia-lhes bem fazer exercício para ficarem com umas nádegas mais latinas.

Ainda assim, e porque sou obviamente um gaijo profundo que dá mais valor à profundidade dos olhos, essas portas da alma, do que aos arcos e dimensões delineados no rabo, fiquei a pensar.

Pois depois destes dias todos a ver gaijas da minha altura com olhos fantásticos, atordoa-me a possibilidade de existir uma vida após esta, segundo os preceitos católicos em que se ganha a omnisciência com a Morte.

Imaginais, rotos leitores, o que me iria mortificar, saber a quantidade de gaijas com as quais podia ter feito o sexo, se falasse com elas e com as quais não falei?

Já pensastes, vós, panascas encapotados, um dia eu morrer e consequentemente saber a miríade de gaijas exemplares que poderiam ter tido a honra, privilégio e prazer de comigo ter partilhado o leito ou um vão de escadas num prédio esconso qualquer?

Claro que o meu frustrado leitor dirá, enquanto se maquilha, "ah e tal mas ó Rebelde, a nostalgia dos caminhos não percorridos é perfeitamente estéril".

Em matemática, há uma técnica divertida de demonstrar algo que é por redução ao absurdo. Apliquemo-la: Se existe Paraíso existe omnisciência. Se existe omnisciência, vais ficar a saber todas as gaijas com as quais podias ter pinado e que não pinaste. Ora saber isso é o Inferno, claro. Portanto no Céu tens o Inferno, um paradoxo. E assim em segundos se esvai a minha esperança de vida posterior confortável a pinar anjas ex-freiras de 20 aninhos, por me ter portado tão bem em vida nestes curtos últimos anos. Ora merda.

Terça-feira, Novembro 13, 2007

Insulto 

... Estás a ouvir ó aleijado mental veado, primeiro da fila em Auschwitz caso fosses vivo na altura?
Os campos de concentração existiram no passado para eliminar gaijos como tu.
És de tal forma deficiente, um parasita da sociedade inútil, é de tal forma desagradável a tua existência ao resto da humanidade, que as tuas únicas funções no mundo são servir de mau exemplo para os outros, e fazer sabonetes.

Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Os Deficientes 

Um grupo muito educado de 12 gajos foi passar o fim-de-semana à minha Quinta de Turismo Rural. Pois eram de tal forma corteses e civilizados, que resolveram manter todos os caixotes de lixo impecáveis e brilhantes, e colocar tudo o que lhes sobrava no chão.
Pois estes senhores são excelentes candidatos ao banco da frente de vários infra-citados autocarros, com um extraordinário e divertido passeio em direcção a uma ravina clorídrica.
Aliás, estou a considerar dedicar uma pequenina parte dos 40.000 metros quadrados que detenho no mundo, a um cemitériozinho privado só para mim, onde deverão ficar devidamente protegidas e resguardadas deste mundo cruel, as pessoas de quem não gosto.

Sábado, Julho 07, 2007

A Teia 

Há dias, inadvertidamente, ouvi uma conversa entre duas amigas minhas.
Dizia uma delas: "eh, pá, já não fodo há semanas!".
Mentalmente e desde então, renomeei-a, é claro, para "A Teia".
Ah, e rio-me por dentro, sempre que a vejo.

Domingo, Fevereiro 11, 2007

Considerações sobre casar 

Neste mundo em que vivemos, ou pelo menos em grande parte dele, existe um ritual medievo, habitualmente apelidado de casamento.

É assim uma espécie de contrato de escravatura ou pelo menos de séria limitação de liberdades individuais, assinada por duas pessoas, e que obriga a que cada uma das partes, para efectuar determinadas actividades perfeitamente livres antes dessa assinatura, passem a ser passíveis de eventual autorização prévia, após.

Por exemplo eu se casasse e um belo dia me apetecesse ir morar para a China, tal facto iria carecer de consulta e mais que provável veto, por parte da minha querida cara-metade.

Ora obviamente, nada obriga um ser humano a casar. Pode ficar feliz e livre por toda a vida, tendo como consequências principais o facto de não ter sexo de uma forma regular, não perpetuar a sua linhagem e ter de estar sempre a mudar de amigos porque esta pandemia leva a que deixem de sair pela supracitada carência de permissão. Tem, é claro, como vantagens o facto de poder fazer o que bem lhe apetece, tendo por restrições apenas o seu grau de avareza.

Claro que uma vez que não é imposto, poderá o meu leitor indagar-se porque me incomodo eu com isso. Pois eu explico:

Porque de repente se formou uma pressão social, claramente incómoda, para que um homem de 33 anos tenha uma relação estável. Como se existissem quatro mandamentos para o ser humano de sucesso: casa, carro, carreira e namorada.

Ainda por cima, tenho uma bem intencionada amiga que emite opiniões do género: “Se não arranjais gaija aqui hoje não arranjais nunca” a um grupo de pessoas, meus amigos, vulgo “encalhados”. Como se o objectivo primordial de qualquer vivência fosse encontrar outra do sexo oposto e pronto, tal como arranjar trabalho ou comprar um carro. E eu que vivi enganado estes anos todos ao pensar que o objectivo primordial da vida era vivê-la.

Isto porque este processo de selecção, a mim não me parece nada claro. Tenho um colega de trabalho, que conheceu a actual esposa num supermercado do outro lado da cidade, onde nunca tinha ido. Ora um semelhante acaso na escolha daquela que irá passar o resto dos dias comigo e será a mãe dos meus filhos deixa-me perplexo.

Resta-me explicar com três teorias alternativas: ou servia uma qualquer (desde que reunisse um conjunto mínimo de qualidades, suponho), ou o homem é mais afortunado que o tipo que ganhou a lotaria duas vezes seguidas, ou afinal existe o destino.

Pois a mim parece-me que as pessoas procuram um relacionamento e pronto. E desde que a pessoa em causa tenha características aceitáveis já serve para se passar o resto da vida. Só assim explico que o senhor Rui que trabalha no Banco A e tenha conhecido lá a Senhora Ana sua actual esposa. Como andou semanas indeciso sobre se devia ou não aceitar antes a proposta de trabalho do Banco B ou da Consultora C, estaria hoje muito provavelmente casado com colaboradoras de cada uma dessas instituições caso o tivesse tomado outra opção laboral.

Pois para mim não serve uma qualquer.

Domingo, Novembro 12, 2006

Materialismo 

A vida é muito fácil quando se é realmente novo.

As únicas preocupações são as realmente óbvias, as habituais 400 gaijas por dia enquanto se aguarda pacientemente pelo primeiro prémio do loto.

Lembro-me quando comecei a trabalhar e comprei uns óculos de sol que passaram de imediato a ser o meu bem mais valioso. Também recordo quando mudei de casa a primeira vez, no percurso para a minha nova habitação levava tudo o que detinha no mundo, na mala do carro.

E num rompante, quase sem darmos por isso, vemo-nos envolvidos em 1001 projectos, decisões e responsabilidades cada um mais absorvente que outro. E as semanas sucedem-se, umas atrás das outras.

E de repente temos um negócio, uma casa, um carro e uma carreira e ainda não estamos satisfeitos, claro. Temos de pensar no próximo negócio, próxima casa, no carro novo e em quanto falta para deixarmos de uma vez por todas de receber ordens do deficiente mental profundo a quem vulgarmente apelidamos de chefe.

Mas recém entrados na Idade da Ressurreição, que sugere mudança, novos planos se levantam e questionam-se os existentes. E, claro, as variantes e cenários são aos milhões. Ser solteiro implica um excesso de flexibilidade que te permite fazer o que bem te apetece o que adiciona alguns milhões de possibilidades à tua vida, como por exemplo poder ir trabalhar para Terras de Sua Majestade já amanhã.

Mas claro, inerente a um ser humano normal, existe sempre uma vontade de assentar, tendência que se acentua com a idade e com o número de quartos de hotel já experimentados. Além do mais, claro, ia agora um ser humano tão fantástico como eu não perpetuar a espécie?

(continua)

Domingo, Outubro 15, 2006

Acabar 

O conceito de acabar é uma questão fascinante pela qual todos passamos, como sujeitos activos ou passivos ao longo das nossas vidas, e que me parece muito pouco explorado pelos dezassete triliões de livros que hoje pululam as estantes, e nos ensinam desde como fazer o sexo, a descrever o que sentes se fores uma senhora que foge do altar, que deixa o teu quase-marido pendurado e põe meia polícia de um estado qualquer americano atrás de ti.

Pois quando digo acabar refiro-me não só a acabar com uma relação, mas com muitas outras coisas.

E explico porque digo isto.

Hoje, após o meu terceiro dia de trabalho, demiti-me. Nada de assim tão invulgar, não fosse o facto de o ter feito por telefone.

Uma pessoa que se demita por telefone é quase como acabar uma relação por SMS: “Olha, é só para te dizer que acabamos. Tem um bom dia.”

Ou em versão “mais diplomata”: “Desculpa lá os 9 anos que passamos juntos e os jantares, flores e anéis que me ofereceste... desculpa as falsas promessas de amor eterno, os orgasmos fingidos, as expectativas de um relacionamento estável, os sonhos construídos em conjunto e os planos estabelecidos para os filhos, olha, é só para te dizer que, a partir deste momento, acabamos. Tem um bom dia.”

Eu explico porque estou a falar disto. É que eu acho o processo de “viver”, para uma pessoa que procure ser relativamente bem-sucedida, uma coisa assim para o complicado, um problema muito mal-definido e de difícil solução. São necessários muitos pressupostos e estabelecer diversos cenários para as decisões diárias. Acho que devia haver livros, muitos livros sobre o assunto. É que mesmo para uma pessoa apresentável e bem-falante há milhentas coisas no dia-a-dia sem resposta fácil.

Assim sendo, gostaria que alguém criasse um manual de sobrevivência neste planeta e para estes dias, que ensinasse exactamente as melhores formas de passar por todos esses processos habituais sem que sucessivas gerações, tenham de aprender da forma mais difícil, a bater com a cabeça.

Terça-feira, Setembro 05, 2006

Momento de Raiva 

Cheguei à conclusão que odeio metade da humanidade.
Aliás detesto tanto, são-me de tal forma desagradáveis as suas existências, que gostava que essas pessoas todas fizessem uma excursão, utilizando a frota completa da Carris, STCP, Rede de Expressos e demais.
A meio da excursão desses 30.000.000 de autocarros, devia haver uma ravina de 5.000 metros a pique e esses autocarros deviam cair todinhos pela ravina abaixo.
Ao bater, bem lá no fundo, deviam explodir.
E o que sobrasse devia escorregar pela ribanceira a pique mais uns metros até um lago de veneno clorídrico que derretesse tudo em 2 fumegantes segundos. E só assim eu ficava feliz.

Sexta-feira, Setembro 01, 2006

Depois de duas horas atrás de uma merda de uns sapatos no maior centro comercial do país e sem que o preço seja obstáculo: 

Para todas as gaijas que acham que a personalidade de um homem se reflecte nos sapatos:
Abram uma loja!
Arranjem-me uns clássicos, para jovem executivo de sucesso, dinâmico e inspirado, por favor!

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

MSN Sarcastic Conversation 

(...)
Him: So, how's your sex life going?
Good Rebel: Quite handy.
(...)

Terça-feira, Agosto 29, 2006

Drop Dead! 

Porque é que não arranjas uma faca afiada, encostas o gume ao teu pulso esquerdo, e cortas como se não houvesse amanhã?

Quinta-feira, Agosto 10, 2006

Filosofia 

Repetidos leitores deste meu blog tecem considerações a meu respeito, pelo facto de eu ser alegadamente materialista. Que eu só falo de ser rico, e que sou forreta e outros comentários semelhantes.
Ora a minha resposta para os meus leitores é muito simples. Qualquer ser humano inteligente, apresentável e ambicioso precisa de metas a atingir, objectivos com que se possa digladiar para alcançar uma forma de realização pessoal.
Ora em tempos em que a sobrevivência não está em causa, em que já não temos de fugir dos tigres para evitar ser trucidados, e em que as raparigas já não são tão conservadoras que um homem tenha de casar para ter sexo, queriam que me dedicasse a quê, caralho?!?
Ser rico afigura-se-me o único objectivo capaz de proporcionar o equivalente actual ao ancestral prazer da caça.
Mas ó Rebelde, perguntam os meus apanascados leitores, porque não te dedicas antes a desenvolver capacidades pessoais, por exemplo, tocar piano, escrever um livro, ou à pintura?
Pois eu respondo, ó rotos: e depois quando quiser passear, em vez do meu Maseratti lindo, meto umas rodas no piano, não?
Os génios são sempre incompreendidos. É sempre isto.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Rico 

Rico, eu?!?
Não! Sou um miserável, praticamente um mendigo, um sem-abrigo ao pé daquilo que vou ser daqui a meia dúzia de anos.
Aliás tenciono ser de tal forma abastado, tão opulento e farto, que daqui a uns dez anos nem vou falar para gaijos pelintras como eu, hoje.

Sexta-feira, Agosto 04, 2006

Ordinarices do Rebelde no Messenger 

(...)
Ela: Olha, vou tomar café, queres vir?
Ele: Eu quero é vir-me em cima de ti.
Ela: És sempre assim tão directo?
(...)

Domingo, Julho 23, 2006

Caralho, pá 

Então não é que a besta do meu fornecedor de mecha foi esfaqueado?
Mas isto faz-se?
Então e agora, será que ele se chateia se lhe telefonar a perguntar se conhece mais alguém que me possa ajudar?
Não é fácil, a vida de rebelde!

Quarta-feira, Julho 12, 2006

Piada Seca 

Agora que as cidades geminadas (de gémeas) estão na moda, acham que Barcelona e Barcelos são cidades pelo menos primas?
Resposta d'O cada-vez-menos-bom Rebelde: Se forem primas são afastadas.

Segunda-feira, Julho 10, 2006

As Vacas 

No sábado passado, fui a uma discoteca na minha cidade natal, bem lá no Norte, onde estava a decorrer uma passagem de bikinis, muito concorrida, com duas mocinhas a desfilar de cada vez por um palco improvisado.
Posicionei-me num local de boa visibilidade, e um colega veio para o pé de mim:
(ele) - Dali não se vê um boi.
(o bom rebelde, no seu habitual sarcasmo) - Pois não, vês duas vacas.

Segunda-feira, Junho 05, 2006

Objectivos 

Até aqui há uns tempos atrás, tinha três objectivos de vida muito claramente definidos: ser rico, ser rico e ser rico. Obviamente que se por acaso no decorrer do cumprimento desses objectivos encontrasse uma mulher de quem gostasse e que estivesse na disposição de ter 4 filhos, óptimo.
Bom, passa-se que entretanto cresci, corri muito mundo, conheci muitas pessoas, e a minha lista de objectivos foi profundamente remodelada.
Agora quero ser rico, ser rico e ter um Maserati, depressa.

Sexta-feira, Maio 05, 2006

Tratado de Tordesilhas 

Há umas semanas atrás, no café da minha aldeia, estava uma menina de 6 anos a classificar as pessoas presentes entre betos e dreads. Qual tratado de Tordesilhas, a humanidade foi assim dividida em duas partes, tu és beto, tu és dread, tu és beto, tu és dread…

Como não gostei da minha etiqueta de de beto, comprei umas calças modernas dessas cheias de remendos e submeti-me a nova classificação.

Novamente beto, gajos que se penteiam para o lado não enganam ninguém.

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Barcelona 

Barcelona é uma cidade muito fixe. Tem muitos edifícios bonitos com centenas de anos de história, devidos ao ouro todo que trouxeram da América, tudo por causa de um Português chamado Colombo com dificuldades de orientação.

Barcelona pertence a um país chamado Espanha, sensivelmente do mesmo tamanho que a França mas com menos pessoas e 5 línguas. Os espanhóis tem umas características muito engraçadas, como por exemplo acharem que a província deles é a melhor do mundo, que o vinho da terra deles é o melhor do universo e por aí adiante.

Tem também uma mania pouco interessante de traduzir tudo o que lhes aparece à frente que às vezes origina algumas confusões.

O passado fim-de-semana resolvi ficar em Barcelona. Isso implicou uma coisa muito agradável que foi sair do hotel de 4 estrelas onde a minha empresa me instalou por estar lá a trabalhar e mudar para uma pousada de 12 euros a noite, que essa sou eu que pago e sou forreta.

Como tinha medo de ser assaltado na referida pousada aluguei também um carro para guardar a mala e para passear por essa terra que é um bocado grande. O carro, fui buscá-lo a uma empresa chamada AutoEuropa, que descobri através de uma pesquisa na Internet por “aluguer carros baratos Barcelona”.

Ou melhor, tentei ir buscá-lo porque quando cheguei ao aeroporto, perfilavam-se uma meia dúzia de empresas alugadoras de carros, mas de AutoEuropa nada. Fiquei praticamente convencido de que tinha sido vítima de uma fraude via Internet.

Uma dúzia de perguntas depois, descobri que AutoEuropa era uma tradução espanhola muito criativa e peculiar para EuropCar. Suponho que precisava de duplicar o QI para descobrir isso sozinho.

Peguei no carro e fui directo à pousada. Esta, era mais ou menos do tamanho do meu anterior quarto de hotel só que dormiam lá 12 pessoas em beliches, todas no mesmo quarto e estava cheia.

Assim que descobri onde a pousada era fui visitar o Bairro Gótico, lá perto, que é muito característico. Ao voltar para a pousada lembrei-me que me tinha esquecido de anotar a rua onde tinha estacionado o carro pelo que andei uma boa meia hora atrás dele.

Cansado de uma semana de trabalho e de tanto andar fui dormir. Estava sozinho e adormeci depressa. Pelas 6 da manhã foram chegando as pessoas, a saber 7 alemãs, 2 inglesas, uma finlandesa que era tal e qual a Júlia Roberts mas mais pálida e com óculos e um polaco. As minhas perspectivas iniciais de dormir naquele sítio com gaijos tipo tropa a cheirar mal, mudaram logo para um extremo oposto muito, mas muito mais agradável.

Uma das Alemãs, que dormia no beliche por baixo do meu e com evidentes dificuldades de equilíbrio, não teve qualquer pudor em despir-se à minha frente antes de se deitar. De alguma forma deve ter gostado do declive da tenda que de imediato se montou no meu lençol, porque me perguntou baixinho se lhe queria fazer companhia no beliche de baixo… Acedi prontamente, claro.

No dia seguinte ao contrário de todos, levantei-me cedo porque há quatro coisas que não gosto de fazer no mundo, uma é matar, outra é roubar, outra é acordar ao lado de uma gaija com mau hálito com cabelo que cheira a cigarros com ar desidratado e a cara toda borrada de base, e a outra é ver o meu carro rebocado por não estar a pagar a mais fantástica tarifa de estacionamento na rua que eu já vi, de 3 euros à hora todos os dias excepto domingos.

Fui ver a Sagrada Família. Quando entrei apeteceu-me gritar. Paguei nove euros por estar no meio de uma multidão a ver andaimes iguais ao da minha casa aqui há uns anos atrás só que mais altos. Para me castigar e para evitar a fila para o elevador, subi umas estreitas escadas até ao topo, no meio de um grupo de japoneses que deviam ter um prazer mais que sexual em tirar fotografias. Com sorte, volto lá em 2040 quando estiver pronto.

Depois disso visitei um parque muito bonito chamado Guell, onde Gaudi morou, o que me faz pensar que essa cidade deve as suas infra-estruturas turísticas ao Colombo e ao Gaudi – cidade com sorte em ter duas personagens dessas. O parque é assim como uma quinta com algumas casinhas que parecem de bonecas só que grandes. Gostei muito.

Resolvi voltar à pousada. Estava a preparar um lanche na cozinha e entrou a minha Finlandesa linda. Conversei com ela e revelou-se uma das pessoas mais interessantes que já tive o prazer de conhecer. Gostei muito de uma parte em que eu me estava a gabar de já ter visitado oito países em dois continentes ao que ela retorquiu amavelmente que já tinha visitado vinte e dois em quatro continentes.

Aquela rapariga deu-me vontade de pedir transferência para os escritórios de Helsínquia e comprar uma casinha com um lago por lá. Obviamente passamos o resto do fim-de-semana juntos e a conversar. Também passeamos um bocado pela cidade, pelo menos nos breves momentos em que conseguíamos tirar as mãos um do outro.
Com isto tudo acredito que tanto eu como o Polaco tivemos um dos melhores fins-de-semana das nossas vidas. Espero que se repitam muitas vezes.

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